Produtores de mandioca do município de Caém, na região de Jacobina, norte da Bahia, estão investindo no beneficiamento da raiz para melhorar a renda das famílias. Em pequenas fábricas que vão substituir as casas de farinha, estão sendo produzidos do beiju ao mingau de mandioca.
A Bahia possui mais de 400 mil hectares plantados com mandioca, com produção de cerca de três milhões e 300 mil toneladas da raiz. Um dos municípios responsáveis por essa produção é Caém, que fica a 340 quilômetros de Salvador.
Rodeado por serras e vales, nem de longe o município lembra o sertão seco e cinzento. Em Caém, é comum a paisagem verde e fazendas com rebanho bovino. A produção de leite é um dos pilares da economia da região, mas é a mandioca que sustenta a maioria das famílias.
A colheita é feita manualmente e por causa dos morros que não permitem acesso de veiculos, são os burros e jumentos que fazem o tranporte da mandioca, da roça para as casas de farinha. É lá que a mandioca é descascada, triturada e lavada para tirar a fécula ou a tapioca, como é chamada na região.
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